Até que enfim, uma reação!

REAÇÃO Associações médicas e entidades de defesa do consumidor lançaram ontem a Frente Contra os Ataques de Planos de Saúde, movimento contrário às mudanças na lei do setor propostas pelas próprias empresas que deveriam ser reguladas. Entre os mais de 30 signatários do manifesto estão o Conselho Federal de Medicina, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor e a Associação Paulista de Medicina. Foi criado um site para receber denúncias, informar os riscos das mudanças a beneficiários, profissionais e órgãos de defesa do consumidor e angariar adesões para o movimento. Há ainda uma petição online que será encaminhada a parlamentares, gestores públicos, entidades médicas entre outras orga

CADE multa a farmacêutica GILEAD

AÇÃO INÉDITA NO CADE Ontem, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recebeu a primeira ação sobre altos preços de medicamentos protocolada no país. Feita por nove organizações da sociedade civil em parceria com Defensoria Pública da União, a denúncia mira a farmacêutica Gilead por abuso de posição dominante em relação ao SOFOSBUVIR, usado no tratamento contra hepatite C. Estudo realizado por pesquisadores da USP concluiu que, entre 2015 – quando o medicamento foi lançado no Brasil – e 2018 a empresa forneceu 99,96% do sofosbuvir comercializado por aqui, o que caracteriza "monopólio fático". Nesse período, o preço médio cobrado variou de R$ 179,41 a R$ 639,29 por comprimido, t

Dólares para os médicos

A ProPublica analisou mais de 56 milhões de pagamentos feitos pela indústria farmacêutica a médicos dos EUA entre 2014 e 2018, e descobriu 700 profissionais que receberam individualmente mais de US$ 1 milhão. Nesse período, foram cerca  de 2,5 mil médicos os que ganharam mais de US$ 500 mil – e esses pagamentos não incluem dinheiro para pesquisa ou royalties por patentes. Os repórteres bolaram até uma página com vários rankings, como o das empresas que mais gastaram e o dos médicos que mais receberam. Não é a primeira vez que o site faz tal análise. Em 2013, com dados recolhidos nos quatro anteriores, esse tipo de relação já havia sido denunciada. Mas piorou: na época, havia sido encontrado

Talco do Johnson & Johnson provoca câncer?

BOMBA NA J&J Já falamos muito sobre a batalha legal enfrentada por milhares de pessoas (hoje, são mais de 15 mil) contra a Johnson & Johnson nos EUA: as ações afirmam que o famoso talco da empresa levou ao desenvolvimento de cânceres, devido à presença de amianto na formulação. Ao longo dos processos, foram revelados memorandos internos em que J&J demonstra saber há décadas que eram encontradas pequenas porcentagens da substância em algumas amostras do seu talco – sem, no entanto, alertar consumidores. A OMS não reconhece níveis seguros de exposição à substância, já que, para algumas pessoas, mesmo as menores quantidades são suficientes para desencadear câncer anos depois. Já houve condena

Andando na contramão

PRA QUE PRODUZIR REMÉDIO POPULAR? Infelizmente, está em andamento a extinção da FURP-SP, a Fundação para o Remédio Popular de São Paulo, e, neste texto para o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, o pesquisador Jorge Bermudez contrapõe nosso cenário de produção de medicamentos ao de outros países. Também nisso, o Brasil vai na contramão do mundo: hoje, mesmo países ricos estão pensando estratégias adotadas no passado por países em desenvolvimento para assegurar o acesso a medicamentos essenciais. Os EUA discutem a necessidade de regulamentar e disciplinar os preços desde as últimas campanhas eleitorais, e tanto o Partido Democrata quanto o Republicano têm propostas neste sentido. Já no

Saneamento básico e doenças

A falta de saneamento básico custou R$ 1 bilhão ao SUS nos últimos cinco anos. Segundo o Ministério da Saúde, há pelo menos 27 doenças comprovadamente ligadas ao problema, que levam a um gasto anual de cerca de R$ 217 milhões. Só em 2018, foram registradas 487 mil internações e 533 mil procedimentos ambulatoriais relacionados às doenças. Entram na lista enfermidades causadas pela ingestão de água e alimentos contaminados, como esquistossomose e amebíase, mas também outras ligadas às condições de moradia, abastecimento de água e pobreza, como a dengue. Como foi feita em 2010, seria necessário atualizar a relação para incluir outras arboviroses que se tornaram um problema por aqui: zika e chic

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