Não basta cuidar da ferida!

O que há em comum entre a maioria dos pacientes que se apresentam com feridas crônicas?

Uma análise detalhada do histórico destes pacientes nos revela algo muito comum entre eles:

Ao longo deste período que pode variar de meses a anos e durante toda a peregrinação em clínicas, consultórios ou emergências médicas, a maioria dos profissionais médicos não deu a devida atenção ao tratamento das causas da ferida.

Infelizmente, na maioria das vezes limitou-se a escolher e definir qual curativo para a lesão e prescrever para aplicação em casa.

Se entendermos que as feridas crônicas geralmente representam a descompensação de determinadas patologias (insuficiência venosa, isquemia arterial, complicações periféricas do diabético, etc), é relativamente fácil compreender que pensar apenas no curativo é insuficiente e que os desafios no tratamento são muito maiores.

Estes desafios obviamente não se limitam a simples escolha do curativo e muito menos da pomada que você irá passar sobre a ferida.

Reparem, através de alguns exemplos, o que estou querendo dizer:

Imaginem um paciente com obstruções nas suas artérias e que apresenta um lesão que não cicatriza no pé. É evidente que é necessário melhorar o fluxo sanguíneo para cicatrizar a determinada ferida.

Para isso, é preciso examinar cuidadosamente o paciente, diagnosticar a presença das obstruções vasculares e definir o melhor tratamento.

Algo muito mais complexo e relevante que escolher uma pomada, não acham?

Imaginem agora um outro paciente com ferida resultante de uma insuficiência venosa grave associada a varizes calibrosas e edema importante das pernas.

Parece claro que uma abordagem que vise corrigir estas varizes e melhorar o retorno venoso são fundamentais para buscar a cicatrização, não é verdade?

Estes exemplos também nos ajudam a perceber que os curativos, por mais importantes que sejam, não podem substituir de forma alguma o tratamento das doenças de base e as condutas que visam modificar os mecanismos de formação das feridas.

Para reforçar este conceito, imaginem um senhor acamado, restrito ao leito, que desenvolve uma ferida por pressão nas costas.

Vocês acham mesmo que é o curativo que vai cicatrizar está ferida? Ou o mais importante, sem dúvida, é eliminar o mecanismo de formação da lesão, ou seja, a pressão sobre a região?

Diante do exposto, concluímos que é preciso mudar radicalmente o foco do tratamento das feridas.

Ou seja, deixarmos de nos preocupar somente com o que vai ser colocado na lesão e dirigir o tratamento para o mais importante:

Diagnosticar e tratar as doenças e os mecanismos responsáveis pela formação e perpetuação da ferida.

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