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  • Jose Amorim de Andrade

AS SUSPEITAS NO BRASIL DO CORONAVIRUS

O Ministério da Saúde confirmou ontem que investiga os três primeiros casos de coronavírus no Brasil. Ainda de manhã, a Pasta divulgou que uma jovem de 22 anos de Minhas Gerais estava com os sintomas (parecidos com os de uma gripe comum: febre e, pelo menos, algum outro sintoma respiratório) e havia estado em Wuhan. Ela chegou ao país na sexta (24), procurou atendimento já na segunda e está em isolamento no hospital Eduardo de Menezes, em BH.

Pouco depois, o Ministério informou sobre um caso em Porto Alegre e outro em Curitiba em que os pacientes também tinham sintomas e se enquadravam nos critérios epidemiológicos: estiveram em algum lugar onde o vírus é transmitido de pessoa para pessoa ou tiveram contato com outros pacientes suspeitos ou confirmados nos 14 dias anteriores. Estes dois últimos casos se tornaram oficialmente suspeitos porque a China inteira (e não mais apenas a província de Hubei, onde fica Wuhan) passou a ser considerada uma região de transmissão de pessoa para pessoa. O governo afirma que deve ter o resultado sobre o caso de Minas até sexta, mas não deu prazo para os demais.

A classificação de risco no Brasil, que estava em alerta (nível 1) passou a ser de perigo iminente (nível 2). Como explica a BBC, a escala vai até o nível 3, que significa emergência em saúde pública, se forem confirmados casos de transmissão dentro do país.

Cerca de 50 brasileiros que vivem em Wuhan estão em contato com a embaixada para tentar voltar ao país, mas a China ainda não autorizou a saída de ninguém, ao menos até que acabem os 14 dias da quarentena doméstica – estamos no sétimo. Em entrevista à rede Globo, o embaixador em Pequim Paulo de Mesquita disse que as autoridades agirão "assim que possível".  Mas Jair Bolsonaro não está muito confiante na decisão. "Pelo que parece, tem uma família na região onde o vírus está atuando. Não seria oportuno retirar de lá, com todo o respeito. É o contrário. Não vamos colocar em risco nós aqui por uma família apenas", disse. A família a que ele se refere não está em Wuhan: é a que está isolada nas Filipinas, como já comentamos por aqui. Também já dissemos que países como Índia, Japão, França e EUA estão se movendo para retirar cidadãos de Wuhan. 


Fonte: https://outraspalavras.net/outrasaude/

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